Bancos concedem pouco crédito habitaçãoOs bancos portugueses concederam em Agosto 316 milhões de euros para a compra de casa, o valor mais baixo de sempre.

Há um ano o montante de empréstimos rondava os 850 milhões de euros, mostram dados do Banco de Portugal.

As instituições têm vindo a cortar na concessão de empréstimos aos particulares, para as várias finalidades. Há quatro meses consecutivos que o montante de empréstimos bate mínimos históricos.

Já o crédito às empresas caiu 555 milhões de euros face a Julho, para os 3,4 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde Março. O corte foi sentido quer nas pequenas e médias empresas quer nas grandes empresas.

Além da menor concessão de crédito, os bancos continuam também a aumentar as taxas de juro dos empréstimos, para particulares e empresas.

Os juros cobrados na generalidade dos fins dos empréstimos encontram-se no valor mais alto desde finais de 2008, quando as taxas Euribor batiam máximos históricos. Hoje são os ‘spreads’ cobrados pelos bancos que justificam estes aumentos.

Em contrapartida, as instituições financeiras aumentaram os juros dos depósitos a prazo. Actualmente a taxa média dos depósitos para particulares atinge os 4%, enquanto para as empresas chega aos 4,29%.

Taxas que continuam a convencer as famílias que, em Agosto, depositaram mais de 11 mil milhões de euros.

No entanto, o montante de depósitos das empresas caiu pelo segundo mês consecutivo, já que apesar da subida de juros, as empresas enfrentam problemas de tesouraria.

Fonte: Jornal Económico – Marta Marques Silva

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