Comprar casa em Leilão: bom ou não?Os Leilões imobiliários estão de novo em alta, devido, em parte, à desaceleração na venda de casas, mas também porque em conjuntura de crise há quem aproveite para comprar uma “pechincha”.

Mas saiba que as “pechinchas” são muitas vezes tão brilhantes que ofuscam a realidade. Quando o encandeamento passa poderá ser tarde demais.

De facto, um pouco assustador, pensar que existem compras de imóveis em leilão sem que os respectivos compradores os tenham visitado previamente, independentemente se serem, ou aparentarem ser, mais baratos do que por aquisição via mercado imobiliário.

Sérios problemas podem ocorrer, entre eles:

  • O imóvel poderá ser totalmente inacessível;
  • As estruturas poderão necessitar de reparações maciças;
  • A configuração real e a localização do imóvel poderão vir a revelar-se inadequadas ou sub-valorizadas pelo mercado;
  • As limitações de direito incidentes sobre a propriedade poderão não ser totalmente conhecidas;
  • Outros factores de natureza jurídica ou financeira, poderão não ser totalmente conhecidos,

E porque ultimamente têm vindo a público algumas notícias sobre o assunto, se tem estado atento, não precisaremos de lhe adiantar mais.

“QUANDO A ESMOLA É GRANDE O POBRE DESCONFIA”

Assim, nada melhor do que obter previamente uma boa informação sobre o imóvel a adquirir.

Complementando esta informação, para melhor se inteirar, consulte o seguinte artigo publicado pela DECO:

Comprar em leilão pode ser um bom investimento. Mas se não tiver alguns cuidados e desistir depois de arrematar um imóvel, arrisca-se a perder a caução, alerta a DINHEIRO & DIREITOS.

A venda de casas penhoradas, em hasta pública, a preço inferior ao de mercado, é para muitos, a oportunidade de um bom negócio. A chave do sucesso é avaliar bem o imóvel e fazer contas no banco.

Embora as leiloeiras privadas vendam imóveis penhorados pelos bancos, estes não garantem o crédito. Se vai pedir financiamento, fale com vários para saber quanto lhe emprestam e que prestação pode suportar. Contabilize o sinal, eventuais obras, registos e escritura. A maioria não financia 100% da avaliação.

“A menos que tenha dinheiro ou crédito garantido, não licite. Se desistir, pode perder a caução, cerca de € 1750”, sublinha a defesa do consumidor. Estipule o valor máximo pelo qual está disposto a arrematar. Os leilões têm uma grande carga emocional, pelo que é fácil perder a noção do preço.

Pelas condições gerais das leiloeiras, que todos os participantes têm de assinar, se um licitador desistir, o segundo com melhor oferta obrigado a ficar com a casa, mesmo que tenha comprado outra habitação. A DECO já contactou o Instituto da Construção e do Imobiliário, que tutela aquelas empresas, e exigiu que a cláusula seja banida dos contratos.

Antes de ir a leilão, pesquise os imóveis na página on-line das leiloeiras e seleccione os que interessam. Informe-se sobre a situação fiscal, direitos de preferência, usufruto ou arrendamentos. Faça uma estimativa do valor real, para não pagar mais do que na compra directa. Peça uma cópia da caderneta predial, com o valor patrimonial. Este próximo do real, se o imóvel já foi registado segundo as novas regras. Caso contrário, faça uma simulação na página das finanças (www.e-financas.gov.pt).

Visite a casa para avaliar o estado, acessos e zona envolvente. Se adquirir uma casa em mau estado para recuperar, avalie o custo das obras e o mercado, salienta a DINHEIRO & DIREITOS.

Por outro lado, se procura imóvel em Castelo Branco, nunca se sabe se ao utilizar a caixa de pesquisa de imóveis constante deste Blog não encontrará um imóvel compatível com as suas preferências e, senão em condições de preço equivalentes às de leilão, quem sabe, talvez melhores.

Por: Humberto Pires – IMOFACTOR

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